AGLOMERAÇÃO: governo de RO se esquiva de responsabilidade

O secretário de Saúde, Fernando Máximo, vai às redes sociais com um vídeo mostrando o quão dramática está a situação da pandemia em Rondônia – e de fato, está mesmo.

O Dr. Fernando, porém, incorre em um velho erro: pede para que a população tome os cuidados necessários para que a situação não piore. Mesmo sabendo que o pedido dele não vai valer de nada.

Máximo não responde a algumas questões fundamentais: por que o povo está se aglomerando dia e noite? Onde o povo está se aglomerando? Por que o Comitê de Enfrentamento à Pandemia do Estado ainda não decretou o lockdown, já que é indiscutível a eminência de um colapso no sistema de saúde?

Bares, restaurantes, comércio, shoppings e, principalmente, igrejas, estão diuturnamente lotados, aglomerados. Não existe mais fiscalização. Os estabelecimentos comerciais (a maioria deles) não estão ao menos disponibilizando álcool gel nem exigindo o uso de máscaras por parte de funcionários e clientes. Está tudo errado, do começo ao fim.

Não é possível o secretário de Saúde e o seu chefe, governador do Estado, assim como cada um dos 52 prefeitos rondonienses, se esquivarem de suas responsabilidades, de suas culpas, diante do que está acontecendo.

Os políticos rondonienses são os culpados por cada doente e cada morto decorrente dessa pandemia. O povo, com o seu comportamento de gado adestrado, também tem a sua cota de responsabilidade, mas o poço sem fundo está sendo cavado pela classe política do Estado.

 

Marcus Fernando Fiori é jornalista e professor de Jornalismo na Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

midi

MíDI - Grupo de Pesquisa em Mídias Digitais e Internet